08/05/2019 06h28 - Atualizado em 08/05/2019 06h28

Corregedoria investiga conduta de Delegado da Polícia Federal que teria agredido Escrivão de Jales

A corregedoria da Superintendência da Polícia Federal de SP abriu uma sindicância para apurar se houve conduta ilegal,

A colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, publicou nota nesta segunda-feira, 06, sobre o delegado que teria agredido um escrivão da Polícia Federal na Delegacia de Jales. Na verdade, o delegado – que já esteve envolvido em outras polêmicas – nunca passou por Jales.

A suposta agressão ocorreu, na realidade, em uma sala da Superintendência Regional da PF, em São Paulo, onde o escrivão da PF de Jales estava em missão especial e foi surpreendido pela atitude do delegado. O fato ocorreu no dia 12 de abril, passado e, três dias depois o Sindpolf-SP já pedia providências.

Em ofício, o Sindpolf lembra que o delegado já participou de uma briga com outro escrivão da PF, no banheiro da Superintendência, quando, supostamente, queria fazer uma busca pessoal no policial. Lembra, também, que o mesmo delegado teria apontado sua arma contra um agente da PF, durante uma greve do órgão, em 2012. Para o Sindicato, o delegado demonstra “instabilidade psíquica”.

Abaixo, a notícia da Folha de S.Paulo:  

A corregedoria da Superintendência da Polícia Federal de SP abriu uma sindicância para apurar se houve conduta abusiva, assédio moral e abuso da condição de policial pelo delegado da PF Carlos Eduardo Pellegrini Magro.

Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Civis Federais de SP (Sindpolf-SP), Magro, que já participou de operações como a Satiagraha, em 2008, teria agredido fisicamente um escrivão na delegacia de Jales (SP)

De acordo com a denúncia do sindicato, o escrivão conversava com um colega de trabalho quando teria “sido arremessado violentamente” por Magro, “que gritava impropérios contra” a vítima. O delegado “não teria sequer tentado se justificar ou desculpar-se”.

Ainda segundo a denúncia, o superior teria dirigido ao escrivão “palavras em evidente violência psicológica contra o mesmo, chamando-o de ‘bebê chorão’.  O Sindpolf também acionou o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho. Questionada, a PF diz que os fatos estão sendo “apurados em procedimentos disciplinares”. O delegado não falou com a coluna, como solicitado.  (Mônica Bergamo – FSP)

(com blog do Cardosinho)